7 tipos de maquininhas de cartão que podem aumentar as vendas do seu negócio
Descubra os diferentes tipos de maquininhas de cartão, entenda como cada modelo funciona e veja quais podem ajudar seu negócio a vender mais em 2025.
O papel das maquininhas no crescimento dos pequenos negócios
Nos últimos anos, os pagamentos digitais se tornaram parte central da economia brasileira. Segundo o Banco Central, em 2024 foram registradas mais de 10 bilhões de transações com cartões de crédito e débito, um recorde que confirma a preferência do consumidor por meios eletrônicos. Para o pequeno negócio, essa mudança de hábito significa que aceitar cartão deixou de ser opcional: é a forma de garantir competitividade no mercado.
Empreendedores que antes trabalhavam apenas com dinheiro em espécie começaram a perceber que a falta de uma maquininha afastava clientes. O consumidor atual já espera a possibilidade de pagar por aproximação, dividir no crédito ou até mesmo usar benefícios corporativos. Quem não acompanha essa evolução corre o risco de perder vendas em um cenário em que a conveniência dita a decisão de compra.
Nesse contexto, escolher o modelo de maquininha mais adequado pode ser tão relevante quanto definir o preço do produto. A maquininha certa ajuda a vender mais, melhora a experiência do cliente e até amplia a margem de lucro. É por isso que compreender as diferenças entre os modelos é fundamental para identificar quais maquininhas podem ser ideais para o seu negócio.
A diversidade de modelos disponíveis no mercado
O mercado brasileiro conta hoje com dezenas de opções de maquininhas, cada uma projetada para atender a um tipo de vendedor. Existem versões simplificadas, voltadas para quem está começando, e aparelhos completos que funcionam quase como caixas registradoras portáteis. A variedade é tanta que pode confundir o empreendedor desavisado.
Para ilustrar, um ambulante precisa de leveza e mobilidade, enquanto uma lanchonete de bairro pode exigir emissão de comprovante impresso. Já um restaurante de médio porte pode se beneficiar de uma maquininha smart, com aplicativos que ajudam no controle de pedidos e estoque. Ou seja, a escolha depende menos da moda e mais do perfil de operação.
Esse cenário exige análise cuidadosa. Focar apenas no preço de aquisição pode ser um erro, já que um modelo aparentemente barato pode ter taxas mais altas ou cobertura limitada de bandeiras. É justamente para evitar decisões apressadas que vale conhecer os diferentes tipos de maquininhas de cartão que pode mais se encaixar com o seu negócio.
Sete tipos de maquininhas que fazem diferença nas vendas
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Modelos básicos sem bobina
São os aparelhos de entrada, geralmente escolhidos por quem está começando a vender. Funcionam com chip próprio ou por conexão Bluetooth com o celular. Têm custo baixo e atendem quem realiza poucas vendas no dia. No entanto, podem falhar em locais de sinal fraco e não emitem comprovante, o que reduz a confiança de alguns clientes. -
Modelos com bobina
Essas maquininhas permitem imprimir recibos na hora, recurso ainda valorizado em muitos pontos de venda. Mercados, farmácias e lojas de conveniência continuam apostando nesse formato. Apesar de confiáveis, são maiores, consomem papel e custam mais caro. -
Modelos smart (com sistema Android e aplicativos)
Inspirados em smartphones, esses aparelhos permitem instalar aplicativos de gestão, emitir relatórios e até integrar com sistemas de delivery. Costumam ser os preferidos de restaurantes e estabelecimentos com alto fluxo de pedidos. O preço é mais elevado, mas a eficiência compensa em operações que exigem organização. -
Modelos de múltipla conexão (Wi-Fi, chip e Bluetooth)
Projetados para dar mobilidade ao vendedor, esses modelos funcionam em diferentes redes. A vantagem é reduzir o risco de falha durante o pagamento. São bastante utilizados por profissionais que trabalham fora da loja, como vendedores de porta em porta ou prestadores de serviço. O ponto negativo é o valor mais alto, mas a confiabilidade costuma justificar o investimento. -
Modelos liberados para CPF (sem CNPJ)
Autônomos e profissionais liberais encontram aqui uma boa solução. A adesão é simples, feita com CPF, sem burocracia. São máquinas que permitem formalizar vendas de maneira prática, embora tenham limites menores de movimentação em comparação às opções para empresas. -
Modelos sem aluguel (compra única)
Nessa modalidade, o empreendedor compra o aparelho e paga apenas as taxas sobre cada venda. É uma forma de ter previsibilidade nos custos, sem mensalidades fixas. A atenção deve estar no suporte: algumas empresas oferecem assistência limitada após a compra. -
Modelos que aceitam benefícios (vale-refeição e alimentação)
Fundamentais em bares, restaurantes e supermercados. A Associação Brasileira de Empresas de Benefícios estima que mais de 20 milhões de trabalhadores usam cartões de alimentação no país. Ignorar esse público é abrir mão de clientes que muitas vezes têm nesses benefícios sua principal forma de consumo.
A tecnologia que conecta a maquininha ao pagamento aprovado
A maquininha não funciona isolada: ela é apenas a porta de entrada de um processo que passa por adquirentes, bandeiras e bancos emissores. Assim que o cartão é inserido ou aproximado, os dados seguem criptografados até o gateway de pagamento, que faz a ponte entre o ponto de venda e as instituições financeiras.
Esse fluxo acontece em segundos, mas depende de camadas de segurança como PCI-DSS e sistemas antifraude que validam cada operação.
Explicar essa jornada ajuda o leitor a entender por que algumas maquininhas são mais confiáveis do que outras. Recursos como múltiplas conexões, integração com Pix e suporte a NFC não são apenas comodidades: fazem parte de uma infraestrutura que garante rapidez e segurança, fatores decisivos para não perder vendas.
Comparação rápida entre os modelos
Embora todos cumpram a função básica de processar pagamentos, cada tipo de maquininha traz vantagens específicas.
Um modelo barato pode ser ideal para o ambulante, mas inviável para a loja de bairro. Da mesma forma, uma maquininha smart pode ser excelente em um restaurante, mas desnecessária para o prestador de serviço que faz vendas ocasionais.
Para facilitar, alguns critérios ajudam a comparar:
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custo inicial do equipamento
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taxas médias por débito e crédito
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mobilidade e formas de conexão
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aceitação de bandeiras e benefícios
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suporte e atendimento oferecido pela empresa
Essa comparação mostra que não há um único modelo ideal para todos. A escolha deve ser feita considerando o perfil do negócio e as expectativas de crescimento.
O que avaliar antes de escolher a sua
O preço inicial da maquininha costuma ser o primeiro fator que chama atenção, mas não deve ser o único critério. O SEBRAE alerta que muitos empreendedores comprometem parte do faturamento ao não considerar custos ocultos, como taxas de antecipação de recebíveis e tarifas específicas para cada modalidade de pagamento.
Na prática, escolher a maquininha é também uma decisão de gestão financeira. Mais importante que economizar alguns reais na compra do aparelho é garantir taxas competitivas, bom suporte e variedade de bandeiras aceitas. Além disso, recursos como pagamento por aproximação e integração com Pix já deixaram de ser diferenciais e passaram a ser expectativas dos clientes.
Para facilitar a análise, alguns pontos devem ser avaliados com cuidado:
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taxas por débito, crédito à vista e parcelado
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prazo e valor da antecipação de recebíveis
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qualidade do suporte técnico
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quantidade de bandeiras e benefícios aceitos
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facilidade de uso, tanto para quem vende quanto para quem compra
Observar esses critérios ajuda a identificar não só a maquininha mais barata, mas a que de fato se adapta ao ritmo e às necessidades do negócio.
Impacto da escolha correta no faturamento
A decisão sobre qual maquininha usar vai além do aspecto operacional. Ela pode influenciar diretamente o faturamento. Segundo a ABECS, consumidores que utilizam pagamento por aproximação (NFC) gastam, em média, mais por compra do que os que pagam em dinheiro físico. Esse dado reforça como a tecnologia pode elevar o ticket médio de forma consistente.
Além disso, alguns modelos oferecem condições de parcelamento sem juros que tornam as vendas mais atrativas. Em setores como moda, eletrônicos e serviços, essa facilidade pode ser o diferencial entre fechar ou perder um negócio. O simples fato de aceitar benefícios corporativos também amplia o alcance, sobretudo em segmentos de alimentação.
Portanto, a escolha correta da maquininha não apenas garante praticidade, mas se transforma em ferramenta estratégica para aumentar o volume de vendas e melhorar o relacionamento com os clientes.

Caminhos práticos para aumentar as vendas com a escolha certa
A maquininha por si só não gera crescimento. O que faz diferença é a forma como ela é utilizada no dia a dia. Uma das estratégias mais eficazes é adotar modelos com NFC, que oferecem rapidez e praticidade. Essa experiência positiva incentiva o cliente a voltar.
Outra medida prática é oferecer parcelamento estratégico. Permitir que o cliente divida a compra sem juros pode aumentar o valor médio do ticket, desde que seja calculado no preço final. Também vale adotar maquininhas que aceitam Pix integrado, já que o método é hoje o mais popular no Brasil.
Ter uma máquina reserva pode parecer exagero, mas garante que o negócio não pare em momentos de alta demanda. Em eventos, feiras ou datas sazonais, a falha em um único aparelho pode representar dezenas de vendas perdidas. Quer ver quais modelos estão entre as melhores maquininhas de cartão em 2025? Indicamos a Maquininha Review que faz 2 atualizações mensais de análise das melhores máquinas de cartão para empreendedores brasileiros.
Perguntas frequentes sobre os tipos de maquininhas
Qual maquininha costuma ter a menor taxa no débito?
As taxas variam conforme o volume de vendas e o contrato. Geralmente, planos com maior faturamento mensal conseguem percentuais menores.
Posso usar maquininha no CPF sem abrir CNPJ?
Sim. Diversos modelos permitem adesão apenas com CPF, sendo uma alternativa prática para autônomos e prestadores de serviço.
Qual modelo funciona melhor para delivery e atendimento externo?
As maquininhas smart com múltiplas conexões (Wi-Fi, chip e Bluetooth) são mais confiáveis, pois funcionam mesmo em áreas com sinal instável.
Vale a pena aceitar benefícios como vale-refeição e alimentação?
Para estabelecimentos de alimentação, sim. Esse tipo de maquininha amplia a base de clientes, embora as taxas sejam mais altas.
NFC realmente ajuda a vender mais?
Pagamentos por aproximação são rápidos e práticos, o que melhora a experiência do cliente e pode aumentar o ticket médio.
Qual a diferença entre maquininha com bobina e sem bobina?
A maquininha com bobina imprime comprovante físico, enquanto a sem bobina envia recibo digital e tem maior mobilidade.
Antecipação de recebíveis sempre compensa?
Nem sempre. Essa opção ajuda no fluxo de caixa, mas reduz a margem de lucro. O ideal é avaliar a taxa cobrada em relação ao seu faturamento.
Ter mais de uma maquininha faz sentido?
Em negócios de alto fluxo ou eventos, sim. Ter mais de uma reduz o risco de falhas e aumenta a variedade de bandeiras aceitas.